A Ciência da Oportunidade
Paulo Portela *

(Releitura)

O setor de serviços, já se transformou na principal atividade econômica nos países desenvolvidos e em grande parte dos emergentes. O segmento tem crescido vertiginosamente em diversos pilares da economia: comércio, tecnologia e educação. Segundo o IBGE, Serviços já são responsáveis por 65,3% do PIB brasileiro.

Esse crescimento observados nos últimos anos abre caminho para uma área de trabalho promissora, mas ainda pouco comentada: a ciência de serviços. Apesar de não existir um curso formal de graduação ou pós-graduação sore o tema, como já ocorre em países como Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, é cada vez mais frequente universidades e instituições segmentadas tratarem o assunto em cursos de extensão e workshops. No Brasil, algumas universidades estão mais atentas às oportunidades que essa carreira pode trazer e estudam formas de incluir a disciplina em seus cursos ou criar uma especialização.

Mas, afinal , o que essa ciência pode fazer pelos negócios das empresas e pelo mercado de trabalho no Brasil? A missão da ciência de serviços é transformar a abordagem da inovação e da produtividade no setor. Não há dúvida de que o País vem amardurecendo rapidamente em alguns segmentos, como é o caso de tecnologia da informação, onde jã estamos entre os principais exportadores de software e serviços do mundo. No entanto, grande parte das empresas ainda trabalha de forma "amadora", buscando o sucessopor tentivas e erro.
O uso de metodologias, padrões e tecnologias típicas da ciência vai profissionalizar ainda mais o setor, levando eficiência e produtividade ao negócio.

Vai ainda melhorar a competitividade e inovar não apenas nos processos, mas também o modelo como oferecemos nossos serviços atualmente. Teremos ganhos consistentes em excelência na prestação e serviços. Isso significa geração de empregos para o País.
As oportunidades para a empresa e o profissional que investir nesse campo são grandes. Nas principais organizações de TI, o segmento de serviços já lidera o negócio. E a tendência é que o mercado continue crescendo. Para se ter uma idéia, a experiência é que a exportação de serviços deve gerar US$ 5 Bilhões em negócios até 2010, segundo a Associação Brasileira de Software e Serviço para Exportação (Brascom).
E, para que esse crescimento seja sustentado, será necessário investir em capacitação profissional. Hoje, as empresas de TI sofrem com a falta de profissionais qualificados para atender à expansão da demanda do mercado. Há previsões de que esse déficit cresça de 50mil para 100mil até 2010.
Por isso é impressindível que os fornecedores de seriços tecnológicos realizem parcerias junto a instituições e orgãos governamentais para formentar a especialização de profissionais. Isso porque as empresas precisarão de especialistas que ajudem na diferenciação e na inovação, que conheçam de forma ampla o negócio de serviços e as tecnologias capazes de tornar o trabalho mais produtivo.
E diante de um cenário globalizado e com forte tendência à exportação, as empresas precisarão também de profissionais que conheçam outros idimoas, principalmente o inglês. O profissional que reunir todas essas qualificações e ter uma fromação completada com a ciência de serviços será valorizado e terá capacidade de desenvolver uam carreira de sucesso. O papel do governo é fundamental nesse sentido . É preciso ter um plano estratégico para melhorar a competitividade do País em termos de qualidade e custo da nossa mão de obra. Não podemos nos esquecer que as pessoas são o combustível do crescimento do mercado de serviços. Se não investirmos para capacitá-las e para reduzir a tributação trabalhista, não teremos como competir de igual para igual com países como Índia e China.
Todos têm a ganhar com a ciência de serviços: as empresas, que terão uma mão de obra mais preparada; os clientes, receberão um serviço com melhor qualidade;os profissionais , que estarão diante de um mercado extremamente promissor em termos de oportunidade de carreira. E ainda o Brasil, que, com um mercado de serviços aquecido e forte, oferecerá serviços de ponta para qualquer lugar do munto.

* Paulo Portela é vice-presidente de Serviços de Tecnologia da IBM Brasil.

 

 

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